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segunda-feira, julho 03, 2006

Cientistas conseguem produzir tecido de medula óssea em laboratório

"Cientistas ingleses conseguem criar medula óssea através de electricidade e esperam um dia virem a ser capazes de a produzirem por encomenda. Nova técnica com base em campos eléctricos já conseguiu criar tecido humano a partir de sangue.

A técnica já existe e as primeiras experiências já decorreram com sucesso. Cientistas da School of Chemical Engineering and Analytical Science, da Universidade de Manchester, em Inglaterra, indicam que conseguiram criar tecido de medula óssea humana em laboratório utilizando electricidade.

Até agora os cientistas foram capazes de produzir um tecido 200 micros mais espesso mas esperam poder vir a melhorar a técnica para passar a ser aplicada às respostas de milhares de pessoas em todo o mundo, que sofrem de doenças relacionadas com a disfunção de medula óssea, como os leucémicos.

Para muitos pacientes e profissionais de saúde a possibilidade de se produzir tecido da medula óssea por encomenda, completamente compatível com o doente, pode parecer irrisória, mas este é o objectivo a que os cientistas ingleses se propõem. Como?!

Os cientistas desenvolveram uma técnica com base no fenómeno, denominado em inglês por ‘dielectrophoresis’, uma técnica que utiliza campos eléctricos para construir camadas de células capazes de formar tecidos. Agora os cientistas estão a aplicá-la a agregados de sangue ou ‘hematon’ (do inglês), os quais produzem células fundamentais para o correcto funcionamento da medula óssea.

«Nós temos demonstrado que esta técnica funciona e temos criado estruturas ‘hematon’ muito simples em laboratório», afirma Gerard Markx, da School of Chemical Engineering and Analytical Science, citado em comunicado da Universidade de Manchester e adianta que «se conseguirmos aperfeiçoar esta técnica, então um dia pode ser possível criar medula óssea artificial fora do corpo e produzir qualquer tipo de sangue».

A comunidade científica acredita que o ‘hematon’, a unidade fundamental da hematopoiese ou formação de componentes celulares do sangue, desempenha um papel fundamental no correcto funcionamento da medula, que tem como principal função produzir sangue, sendo que, quando o ‘hematon’ é ou se torna disfuncional dá lugar a doenças na medula óssea como é o caso da leucemia.

Com o objectivo de produzir ‘hematons’ completamente saudáveis e funcionais, os cientistas utilizaram esta nova técnica que consiste numa «série de placas de vidro com micro eléctrodos fixados no topo dos mesmas. Uma solução com células é introduzida nos slides. Os campos eléctricos são depois criados entre os eléctrodos ao fazer correr uma pequena corrente alterna através dos mesmos», explicam os cientistas, de acordo com comunicado da Universidade de Manchester.

Na presença dos eléctrodos, as células são atraídas para os mesmos criando uma camada que dá lugar a um tecido. «A utilização de electricidade permite um maior controlo sobre a posição das células do que as técnicas convencionais», afirma o especialista e adianta que «ao variar a voltagem e utilizando diferentes formas de eléctrodos, as células podem ser posicionadas e presas no topo umas das outras em qualquer padrão. Diferentes campos eléctricos podem também ser usados para atrair vários tipos de células diferentes. O mais importante é que as células podem ser mantidas vivas e activas».

Os especialistas adiantam que os micro-electrodos têm uma dimensão muito pequena entre 50 a 250 micros, sendo que podem ser posicionados da forma que estes desejarem, permitindo uma formação de tecido através da agregação das células umas às outras de acordo com o objectivo dos especialistas. Uma novidade que pode abrir portas a terapêuticas relacionadas com patologias na medula óssea."

in_www.tvciência.pt

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